Ato II - Hadrien P. Decoster

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Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:27 pm

Primeiro Dia da Narrativa
27 de Janeiro, 2018, 21:00
Elísio, The Ritz-Carlton, Nova Orleans



Após deixar Yvonne na sala dela, vocês se direcionaram para o elevador. Finalmente naquela noite era você a guiar o caminho agora. Um alívio transcorria por seu corpo na hora que adentravam o elevador deixando sua prima para trás. Ela precisava lidar com a maldição dela sozinha agora, o que de certa forma ainda lhe preocupava. Afinal havia uma parte sua que queria cuidar dela. Porém agora era sua vez de ser anfitrião e não era para qualquer casal a qual você estava fazendo essa tarefa.

Descendo até o terceiro andar você direcionava a terceira prole da Rainha de Marsielle e sua única herdeira até uma sala de estar que era de seu agrado. Afinal os cheiros daquela bendita sala te lembrava o cheiro da primeira semana da primavera em sua cidade natal. Um ambiente impecável cuidado por você mesmo para que todos os cheiros ficassem de forma adequada para seu gosto. Como de se esperar de seus próprios desejos havia no fundo do aposento um cravo de madeira de Riga, porém agora não era o momento para criar cores novas.

Sala de Estar:


Auriene se aproximava devagar ao seu lado e ela abria a boca de leve demonstrando uma pequena surpresa. Ela parecia bem satisfeita com o que via. O senhor dela ainda estava meio desfocado, com os olhos perdidos para com o infinito enquanto olhava vez ou outra em sua direção. Era a jovem que ia até o meio da sala após você abrir o espaço para ela e então a mesma começar a falar.

- Não chega a ser um palácio europeu. Porém cada sala possui uma beleza nova exuberante que me deixa sem saudades de casa. Não esperava tanto amor para com a arte assim nessa cidade.

Poderia parecer desdém da parte dela aquela fala. Porém a jovem se mostrava realmente sincera e educada, tomando cuidado para não te ofender na medida que se expressava. Só que antes que você dissesse alguma coisa vinha o suspiro longo do senhor dele. Mais uma vez a cor do mirtilo infestava o branco amarelado daquela sala e dali saíam as primeiras palavras daquele homem. Palavras bem suaves e nada equivalentes àquelas fortes que foram proferidas para a Rainha.

- É o legado de Lisette querida. Se não estivesse tão belo assim eu iria ficar mais revoltado com o que fizeram com a terra dela.

Ele então balançava a cabeça e ria suavemente. Um riso similar as risadas que Lorena gostava tanto de fazer. As cores de suas falas poderiam de certa forma serem bem similares. Principalmente agora que vocês estavam a sós. Os olhos do homem então se viravam contra os seus e ele prosseguia a fala dele deixando claro que não tinha intenções de prosseguir com a postura que ele almejara ter tido na recepção dele.

- Só que agora não é hora para irritações. Afinal estamos na companhia desse anfitrião especial que infelizmente tão pouco sei a respeito. O que posso saber sobre você caríssimo Hadrien?

Jean esperava delicadamente um convite para sentar em algum dos lugares daquela sala, a qual havia sofás para três dois ou um acento, cabendo a você posicionar os dois perante a você. Só que além disso, estava numa mesinha de centro o delicado telefone dos tempos de outrora que você usava para fazer ligações externas para pessoas pela cidade. Seria a forma de falar com o Senhor Lafaiete quando a hora ideal para tal chegasse.

Telefone:

Legenda:
- Michel Fouquet Lafaiete
- Jean-Michel Vannier
- Auriane D'Aboville
- Rachelle Chéreau
- Margot Cousteau
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:27 pm

Estar à frente e guiando as companhias de Jean-Michel e Auriane me relaxavam, um velho mal que sempre se abatia sobre meus ombros já que uma parte minha era eternamente apaixonada pelo trabalho que escolhera desenvolver, porém meus pensamentos se voltavam para minha prima e sua pequena crise, uma parte minha adoraria permanecer ao seu lado e ajuda-la.

“Yvy... Espero que você fique bem, não gostaria de vê-la se ferir.”

O som do elevador me fez seguir em frente, escolhendo a sala mais confortável e cuidadosamente decorada por meus desejos, desejos esses que me faziam lembrar de casa e da companhia de meus pais, respirando profundamente o aroma nostálgico da sala de reuniões, meu corpo e mente se mantinham focados em meus deveres.

A surpresa de Auriane e suas palavras me faziam sorrir de forma educada, aquele era de certo modo um elogio indireto, já que havia sido sob minha supervisão que aquela sala chegara a atual organização, porém eram as palavras de Jean me mais me chamavam a atenção.

“Ele tem uma ligação especial com a falecida senhorita Lisette. Está claro agora o desejo de abraçar Marie, acredito que ela também ficaria feliz com isso.”

Movendo-me para apresentar uma das confortáveis poltronas a Auriane, eu sorria de maneira educada para a pergunta de Jean, oferecendo o sofá eu suspirava ao comentar de maneira breve e educada.

– Fico feliz que a senhorita tenha gostado da sala, levei uns bons três meses para deixa-la agradável. Bem, estou aqui seguindo os conselhos de minha avó, Lady Calabria, ela ficou feliz em saber que estava tomando inciativas para ajudar meus pais em seu objetivo de criar um Elísio, e eu realmente adoraria poder ocupar o cargo de zelador de forma exemplar.

Andando com calma até o telefone, meus olhos se voltavam para Jean de forma educada e respeitosa.

– Com sua licença, irei telefonar para o senhor Lafaiete. Infelizmente ele não mora tão perto do elísio e requer algum tempo para chegar até aqui.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:28 pm

Jean senatava no sofá de dois acentos de forma alegre com um sorriso delicado no rosto enquanto observava suas ações com bastante atenção. Mas acima de tudo escutava suas palavras. Ele também ficava a analisar a sala que você decorara e parecia bem satisfeito com o que via, os olhos dele perdido ao infinito confirmavam isso. Só que quem vinha a falar era a prole dele, Auriene finalmente se sentia mais a vontade agora e olhava para o seu cravo no canto do aposento para comentar de forma animada.

- Um cravo de Riga, como aquele lá em nossa casa. Belo não acha Senhor?

Jean-Michel respondia a fala da prole em silêncio apenas concordando com a cabeça. Os olhos dele brilhavam com um cheiro amargo e ele parecia sentir uma pequena pontada de dor correndo em seu coração. Só que o mesmo se esforçava para sorrir e esconder qualquer possibilidade de lágrimas. Assim ele decidia focar unicamente em suas palavras. Fazendo um ar de surpresa com sua fala. Ele se mostrava bastante curioso e se acomodava mais no sofá enquanto começava a falar.

- Cargo de zelador?! Que formidável. Me parece que você nasceu para isso. Adorarei poder falar mais sobre isso, porém imagino que fará uma ligação agora acredito eu.

Jean parecia bem animado em prosseguir falando sobre aquele assunto, mas sua ação para com o telefone o fez dar uma pausa. Assim ele ficava a contemplar o seu cravo no canto daquele belo quarto enquanto Auriene parecia pegar um celular para começar a escrever no mesmo. Então, nesse intervalo, você fazia a sua ligação. A linha do outro lado tocava apenas três vezes até uma voz extremamente polida e educada numa cor bem clara te responder educadamente.

- Boa noite. É Lafaiete na linha. És o Senhor Hadrien que fala? Em que posso ajudá-lo nesta bela noite fria?
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:28 pm

Não era difícil ou complicado ler a satisfação nas reações de Jean, um detalhe que me deixava feliz já que aquela sala especifica me havia custado certo esforço e tempo, além é claro de algumas pequenas brigas com Margot devido a minha especificação com a madeira do belo cravo que ali repousava.

As palavras de Auriane me faziam sorrir com delicadeza, embora o suspiro de Jean indicasse que o gigante havia sido tocado em um ponto dolorido, talvez até mais do que ele próprio admitia.

“O luto não vivenciado nos amarga com o passar dos anos, posso ver isso em Jean.”

Me atentando as palavras dele um breve aceno era feito por minha cabeça em resposta, de certa forma eu havia sido mordomo boa parte de minha existência como humano e desempenhara o mesmo serviço nos anos antes do abraço.

O toque inexpressivo do telefone me fez suspirar, porem as palavras educadas e claras do próprio senhor Lafaiete logo me deixavam focados novamente.

– Boa noite Senhor Lafaiete, sim aqui quem lhe fala é Hadrien. Sinto em lhe incomodar nessa noite, mas o senhor Vannier e sua prole a senhorita D'Aboville acabam de chegar a cidade e gostariam de ter uma prosa com sua pessoa. Peço perdão se lhe for um incomodo esse chamado tão urgente.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:28 pm

A voz do outro lado vinha em um tom totalmente cordial, como sempre esperado daquele homem. Mas era claro notar sua surpresa e como ele mudava um pouco o intervalo de suas palavras bem posicionadas na medida que você dizia quem estava ao seu lado. Era tangível a surpresa do homem, como se desse um zumbido ao teu redor.

- Mais uma vez, boa noite caro Hadrien. Mas o Senhor diz o nome do grande Jean-Michel Vannier em pessoa aqui na cidade?!

Ele esperava delicadamente você confirmar as palavras para assim ser possível escutar uma respiração um pouco mais alta em cores borradas vindo do outro lado da linha. Enquanto isso Jean ficava distraído olhando para o seu cravo de pinho de riga e a Auriene voltava para o celular dela. Para inesperadamente começar a tirar fotos da sala ao qual vocês estavam. Claro que antes ela olhava para você e esperava por uma permissão, para em seguida focar nas cortinas e tirar algumas fotos, chegando a se levantar por alguns instantes para tal ação. A voz da prole de Lisette voltava do outro lado da linha, bem menos tranquila e ponderada.

- Eu não estava a par disso! Preciso fazer preparativos urgentes... Não sei o que dizer...

Lafaiete fazia uma curta pausa, podendo sentir que havia muitos sentimentos embutidos nas palavras dele. As cores que saíam do telefone não te agradavam muito, eram cores tristes. Felizmente o homem do outro lado da linha puxava um longo suspiro pálido para então prosseguir com sua conclusão enquanto achava energia para agir.

- Certo! Estarei indo para o Elísio o mais rápido possível.

Ele esperava sua resposta para finalizar a ligação. Te deixando mais uma vez naquela sua sala tão especial junto daquelas duas pessoas que você acabara de conhecer. A jovem já estava sentada novamente e sorria olhando para o próprio celular, digitando rápido. Jean no entanto tinha a atenção dele gradativamente mudando do instrumento musical para a sua direção. Para então com uma voz bem delicada te perguntar enquanto fazia um gesto te chamando a sentar.

- Michel está vindo então Hadrien?
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:29 pm

O tom sempre cordial e educado de Lafaiete não me era desconhecido, um homem de porte e certa nobreza em seus gestos, mas a estranha surpresa que se dava ao ouvir o nome de Jean me deixava intrigado, ainda mais diante de sua pergunta.

– Sim Senhor Lafaiete, devo dizer que sua chegado não me era conhecida, porém achei melhor convida-lo já que isto foi requisitado pelo senhor Vannier.

As baforadas de cores borradas que me chegavam do outro lado da linha tinham diversos significados, já a minha frente um belo e complexo quebra cabeça se montava, algo que envolvia a figura da antiga Rainha da corte das rosas a figura de Jean-Michel, isso por sua vez claramente envolvia Lafaiete e a ainda mortal Marie.

Voltando meus olhos para Auriane eu sorria feliz ao acenar brevemente com a cabeça, curioso com as ações da filha de Jean eu suspirava agudamente e feliz pela boa recepção da sala.

– Não se preocupe, acredito estar certo quando digo que foi uma surpresa para todos Senhor Lafaiete.

Acompanhando o sentar-se de Auriane, eu sorria de forma educada diante da despedida breve do toreador do outro lado da linha.

– Perfeito, a reunião ocorrerá na sala preferencial. Até breve.

Tomando meu próprio tempo para desligar o telefone, eu respirava profundamente organizando meus pensamentos e ações, afinal os convidados poderiam desejar algum tipo de alimento, o que não seria difícil depois de uma viagem cansativa, mas a pergunta de Jean me fazia encara-lo por alguns instantes curioso, quase ninguém usava o primeiro nome de Lafaiete.

– Ele virá o mais rápido que conseguir, devo dizer que uma surpresa grande o tomou quando mencionei seu nome. Bom, me perdoe pela indelicadeza, mas você ou a senhorita Auriane desejam alguma coisa que esteja ao meu alcance? A viagem deve ter sido longa e cansativa.

“Então Lisette e ele?! Não deveria ser uma surpresa, não quando ele estava claramente disposto a arrancar a cabeça de Yvy, aquela esperta sabe mesmo jogar.”
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:29 pm

Jean te observava fixamente, mas não parecia muito atento. Como se não estivesse tentando fazer uma leitura facial ou algo mais. Uma prática comum entre os membros mais antigos ao qual ele não fazia. Apenas te dando um pouco de espaço para sentar ao lado dele enquanto concordava satisfeito ao saber que o Primogênito estava a caminho. Ele então esperava você terminar de falar e suspirava delicadamente por um breve instante antes de começar a falar sobre Lafaiete.

- Faz muito tempo que não vejo o garoto. Terminei também não o avisando de minha chegada pois queria que fosse a mais discreta possível. Sem dizer que foi um pouco em cima da hora. Mas estou contente em poder revê-lo.

O ancião dava um curto sorriso delicado. Os olhos dele desviavam pouco dos seus. O maior foco distinto que ele fazia era na direção de suas mãos. E agora ficava mais claro o enfoque dele nas suas marcas de dedicação nas pontas de seus dedos. Só que era um observar bem discreto dele que apenas a sua maior atenção permitia captar. Enquanto isso era a jovem que parava de mecher no celular e comentava de forma mais curiosa.

- O Senhor sempre me disse coisas boas dele. Também to ansiosa para finalmente conhecê-lo.

Nesse momento a sua oferta sobre alimentação era dita e Jean-Michel delicadamente balançava a cabeça em recusa. Fazendo mais um sorriso. Essa sequência de sorrisos dele chegava a chamar totalmente a atenção da Auriene que ficava a encará-lo de forma como se estivesse tentando ler o que se passava dentro daqueles belos olhos azuis. Assim o francês te respondia.

- Obrigado pela oferta. Mas estamos bem descansados e alimentados, mesmo a viagem tendo sido longa, foi bem planejada.

Jean fazia uma curta pausa olhando por um instante na direção da janela. Ele parecia ficar pensativo por um tempo entrando em silêncio por alguns segundos. Só que logo voltava a falar depois de encher o peito um pouco de ar. O tom dele era um pouco mais firme, mas de forma cautelosa, como se ele não estivesse querendo agir da mesma forma como você o vira assim que o conheceu.

- Só que não posso negar que gostaria de algo de você Hadrien. Sei que é parente da Rainha e que poderia só bajular ela, só que algo em meus olhos me diz que posso confiar em você.

Ele focava agora totalmente em você, da mesma forma que a prole dele decidia fazer. Não tinha como a jovem esconder como estava curiosa pela situação inusitada. Afinal aquele homem parecia ser mais fluente em perguntas inquisidoras e diretas. Não uma conversa tão branda com palavras tão pré-calculadas e ditas de forma sutil.

- Então, você estando aqui na cidade quase que todo o tempo em que a Senhorita Yvonne foi Rainha. Gostaria de saber como está a estabilidade do principado. Tudo que puder me dizer. Gostaria de compreender mais o que está acontecendo aqui
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:29 pm

Estar sobre os olhos de Jean não me incomodava, apesar de mais velho ele não me estudava como muitos outros o teriam feito, era como se uma nuvem de velhas lembranças tivesse nublado sua visão e o mesmo estivesse perdido em seus pensamentos.

Sentando-me apenas diante da recusa a qualquer tipo de pedido, era com calma que me dirigia até uma das poltronas vazias, ali estendendo minhas mãos sobre seus braços ao cruzar a perna para então relaxar.

“Ai está, garoto... Eram uma família, agora entendo aquela raiva toda, entendo o que minha música fez.”

Voltando meus olhos para Jean diante de suas palavras e questionamento eu concordava com um breve aceno, havia uma certa educação de sua parte por não me forçar a falar através do uso de alguma disciplina, porém a pergunta ainda era complexa, já que se tratava dos braços de minhas duas famílias cainitas.

– Agradeço pelo voto de confiança, irei honra-lo da melhor maneira possível.

Respirando profundamente meus pensamentos se voltavam para minha estadia ali, meu trabalho e convívio diário.

– O principado está bem estabilizado, a senhora Carter atende a todos com esmero, infelizmente minha neutralidade me impede de adentrar em assuntos mais cotidianos de Nova Orleans, porém a captura do culpado pela morte da Senhora Lissete foi o maior acontecimento das últimas noites, sua execução vai ser feita neste elisio e deve ocorrer nas próximas noites, o que me significa mais trabalho nas próximas noites.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:29 pm

Jean em silêncio observa todo seu movimento até a poltrona logo na lateral do sofá ao qual ele estava. Ficando diretamente de frente com a Auriane na poltrona a sua frente. Assim ele levava uma mão até o queixo ficando bastante pensativo enquanto escutava atentamente suas palavras. Era como se ele estivesse querendo compreender tudo, até se tivesse algo dito por entre linhas. A prole dele estava mais dispersa e quando notou o rumo de sua explicação a mesma voltou a atenção para o próprio celular novamente.

Assim que sua pausa final chegou, a jovem prosseguia com os olhos naquele aparelho dela. Porém por incrível que pareça foi ela que tomou em seguida. De leve levando os olhos até o senhor dela. Estava ficando nítido como ela estava se acostumando com aquela presença menos aterradores do Senhor dela. Parecia na verdade estar amando aquilo. Assim, sem se preocupar muito com as próprias palavras, ela se vinha a falar.

- Viu Senhor? Está tudo estabilizado. Não adianta querer ficar aqui na cidade e querer fazer mudanças se nada mudou.

A voz dele vinha de repente. Não havia hostilidade ou um tom severo na fala dele, porém deixou a prole na posição defensiva de imediato. Estava claro que ele ainda estava bem mais sereno, só que as palavras dela deixaram ele a falar num tom de voz mais alto. Se mostrando claramente desconfortável com a situação. Não havia como esconder na face dele a dor que ele sentia. Um cheiro que vinha a você baforando pura melancolia.

- Como assim nada mudou?! Ela se foi! O legado dela está acumulando teia de aranhas sem ninguém para tomar conta. A cidade pode estar até funcional. Mas esta metrópole era para ser mais que uma ilha de cultura no Novo Mundo. Era para ser a cidade de minha querida Lisette. Infelizmente não é mais.

Era mais como um desabafo que ocorria ali. Auriene notava claramente aquilo. Como as cores mais opacas surgiam da voz daquele grande homem. O abaixar final da cabeça dele depois da fala fazia sua prole ficar mais relaxada novamente. Naquele momento Jean virava a face para te observar por um instante e ali a jovem concentrava a visão afiada dela para encher o pulmão de ar e falar de forma delicada, como se estivesse a pisar em ovos.

- Mas o Senhor realmente acha que sendo Príncipe vai fazer a cidade voltar a ser dela? Acha que pode mesmo mudar o passado? O que me diz Senhor Hadrien?

A jovem tinha um brilho alaranjado enquanto falava aquelas ousadas e revelantes palavras. A fazendo de imediato focar em você, como se fosse a sua presença que iria impedir ela de ser punida por aquelas palavras tão ousadas. Só que de Jean vinha apenas um suspiro em cor cinza, como se ele também esperasse sua resposta enquanto olhava agora para o infinito.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:30 pm

O silencio ameno que se formava entre nós três me fazia suspirar de leve, não havia meia verdades escondidas em minhas palavras, afinal a cidade estava estabilizada embora isso pudesse mudar muito de um dia para o outro, algo comum nos jogos da torre. Porem o estudo de Jean ainda era algo a ser questionado, não saber de seus planos me colocava em uma situação complicada, ainda mais quando havia sido Yvy a me jogar nela.

“Tem algo maior acontecendo... Eu só não sei o que, ou não consigo ver exatamente o que.”

Levantando meus olhos na direção de Auriane diante de suas palavras, minha atenção se voltava para Jean e suas palavras opacas de pesares, algo que já havia visto em meu próprio pai logo após algumas brigas com Yana.

“Dor... Como ele consegue suportar toda essa dor?!”

Esfregando de leve as pontas calejadas de minhas mãos era com calma que meus ouvidos escutavam as palavras de Jean, já a tentativa de Auriane de ajudar seu senhor me fazia sorrir de leve, ela se preocupava com Jean e isso era digno, mas saber da intenção de Jean de se tornar príncipe era algo estranho.

– Alguns lutos são mais demorados do que os outros. Sei disso por experiência própria, porém eles precisam se encerrar, caso contrário a dor supura e apodrece tudo em volta. Eu não consigo mais lembrar dos rostos de minhas irmãs ou de meus pais, mas sou grato ao meu velho tio por ter me ensinado a encontrar alento na música. Foi ele que me ensinou a tocar, a afinar pianos e cravos. Acho que foi essa a maneira que ele encontrou de me dar esperanças.

Comentava enquanto ainda esfregava as pontas de meus dedos, respirando profundamente para só então levantar meus olhos para Auriane e Jean, minhas palavras fluíam com respeito.

– A cidade ainda não se recuperou da perda de Lady Lissete, talvez nunca se recupere completamente. Mas apesar de não tê-la conhecido, imagino que ela iria querer ver a todos bem, ao menos é o que consigo imaginar vindo dela.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:30 pm

O suspiro de Jean se mostrava opaco, com aquelas cores tão frágeis e delicadas que atormentavam suas lembranças mais tristes. Mas o que doía mesmo era sentir o cheiro, o cheiro mofado de uma flor murcha. Era o cheiro que vinha daqueles olhos que outrora tão forte te impressionaram. A palavra "luto" chocava aquele homem de uma forma que não era esperada por você. Ele se remexia de leve no sofá antes de começar a falar em um tom mais forte.

- Um luto é mais complexo que apenas aceitar a morte. O luto é aceitar que todos os seus erros nunca serão reparados. Que todas suas falhas jamais serão perdoadas. Que não haverá como reescrever nada que foi doloroso. Aceitar o luto é aceitar que não há esperanças para purificar a mim mesmo. Aceitar o luto é aceitar toda a dor do meu passado e carregá-la para sempre em minhas costas.

Auriane chegava a desligar o celular e colocá-lo em seu bolso. A atenção dela era unica e totalmente para o senhor dela. A jovem tentava manter uma postura mais seria, quando claramente ela estava a um passo de se mostrar boquiaberta por aquelas palavras tão duras e fortes. Só que ele prosseguia.

- Eu perdi a oportunidade de consertar tudo quando havia tempo para isso. Minha arrogância não permitiu...

Nesse momento a jovem parecia não aguentar mais. Ela de imediato se levantava e ia até o sofá aonde o Senhor dela estava. Ali ela sentava ao seu lado e colocava a mão por entre o braço dele. Não havia mais hesitação nas ações e palavras dela. Ali então ela começava a falar em um tom leve azulado.

- Jean... Não diga isso... Por favor...

Era impressionante aquela cena. Afinal algo lhe dizia que nunca antes aquele contato ocorrera. Os próprios olhos da jovem deixavam claro que era a primeira vez que ela chamara o Senhor pelo primeiro nome. Porém o grande ancião não se mostrava chocado. Os pensamentos dele estavam muito profundos e aquele apoio da prole dele lhe trazia uma faísca com cheiro de fósforo em seus olhos que o traziam para uma postura mais determinada.

- Mas... Mas... Eu não posso aceitar o destino. Eu preciso lutar, preciso achar uma solução. Não fui criado para aceitar o mundo como ele é, fui criado para remodelar o mundo ao meu redor. Logo eu vou reparar meus erros, vou reparar minhas falhas. Vou deixar meu legado a ser lembrado com sorriso e não com lágrimas de sangue.

Jean fazia uma pausa. Como se estivesse a pensar em como agir. Como se até agora ele não tivesse de fato pensado em que atitudes tomaria assim que chegasse na cidade. Culpar a Rainha por tudo era fácil. Só que todo o resto era muito difícil e era isso que ele parecia perceber agora. Assim finalmente os olhos dele se voltavam para você. Havia um suave cheiro de mirtilo ali novamente. Um agradável cheiro, mesmo que bem fraquinho. Assim a voz dele logo foi ouvida.

- Eu apenas não sei como... Hadrien... Poderia tocar uma música para mim? Por favor...
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:30 pm

A opacidade das ações de Jean só não era mais dolorida do que o cheiro que ecoava de seu corpo, a flor seca e apodrecida se revelava, algo que me obrigava a segurar o impulso natural de minhas mãos em cobrir o nariz, ali a minha frente estava a mais pura dor de um ancião, algo que não poderia entender completamente, não até senti-la eu próprio.

“Ele continua aqui, como uma casca, mas continua.”

Ouvindo e observando a cena com educação e cuidado, era fácil de entender o quanto a perda de Lisette custara a Jean, ainda mais quando ele parecia tão solitário e nem mesmo sua prole diminuía essa sensação.

“A cidade seria capaz de sanar essa falta? Dificil, ele está começando a aceitar a perda, ainda vai levar seu tempo para que pare de doer.”

Reconhecendo ali a primeira iniciativa de Auriane de se aproximar da dor de Jean, eu sorria ao me levantar com calma, as palavras azuladas da jovem eram uma prova carinhosa de seus bons pensamentos com Jean.

De pé eu era surpreendido pelo pedido de Jean, ainda mais quando o cheiro suave de mirtilo chegava ao meu nariz, sorrindo de leve eu concordava com um breve aceno, não havia palavras que eu pudesse dar para ajuda-lo, não quando minha música surtiria um efeito melhor.

– Alguns acontecimentos devem ser encarados como uma nova oportunidade, assim a dor diminui um pouco, o suficiente para nos deixar continuar.

Comentava de maneira branda antes de me direcionar para o cravo, ali levantando as mangas de minha camisa, eu me sentava a frente do instrumento, minhas mãos tomavam seus lugares sem pressa ou receio, e apenas começavam a tocar quando meus olhos se fechavam.

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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:31 pm

Sua música explodia rapidamente em um mar de aquarela. Dominando todo o espectro de cores que se era possível ouvir. Só que ali eram todas cores bem vivas e fortes, quase que brilhantes. De certa forma iluminando aquele cômodo inteiro. Mesmo que você estivesse de olhos fechados. Era bem claro escutar isso. Era aquela música que te deixava relaxado, que te trazia lembranças de sua própria casa. Recordações de momentos familiares tão lindos e únicos. Afinal seus pais sempre ficavam abraçados num sofá a escutar essa música ser tocada. Chegava até a ser um pouco triste quando a melodia chegava ao fim e seu olhos se abriam, não encontrá-los logo a sua frente.

Ali no entanto estava aquele ainda bem desconhecido grandioso ancião da família de seu pai. O homem estava em uma posição totalmente relaxada sobre o sofá ao lado de sua prole. Ele chegava a segurar a mão dela e pela reação de total espanto e felicidade no rosto de Auriane, estava claro que aquilo não ocorria com muita frequência. Os olhos dele brilhavam num cheiro de mirtilo bastante agradável. A jovem então suspirava em um intenso vermelho vívido enquanto observava você com um lindo sorriso no rosto. Já Jean ficava ainda desfocado olhando para um horizonte distante sonhando acordado. Até então a voz dele começar a vir em uma cor bem suave.

- Sublime...

Era apenas uma única palavra que ele conseguia naquele momento. Não havia fascínio ali, o ancião era bastante forte para isso. Claro que quando pego de surpresa na situação de outrora fora diferente. Agora ele estava era mais relaxado, sentindo todos os efeitos mais especiais que aquela música trazia para as pessoas. Assim ele decidia finalmente focar em seus olhos. Dava para ver um pouco de incerteza ali enquanto ele procurava palavras.

- Eu...

As bochechas dele por um instante cheiravam a groselhas e Auriane notava isso de imediato. De leve abrindo a boca surpresa. Só que rapidamente puxando a mão do senhor mais para perto envolvendo todo o braço com o dele. Assim ela sorria para você e começava a falar de forma animada e bastante educada. Claramente deixando Jean sem palavras ou reações com a atitude dela.

- Você realmente consegue trazer vida para seu cravo. Mais que vida, sentimentos, tão lindos. Realmente é um belo artista.

Havia pouco tempo para suas palavras de resposta a jovem. Jovem esta que estava cada vez mais a vontade e parecia estar tomando o controle da situação de seu senhor, o qual não fazia objeções a isso. Deixando ela explora tal abertura mais e mais, sem largar o braço dele. Em um aperto carinhoso de certa forma. Ele já não sabia muito bem como reagir a isso, só que permanecia ali, a olhar para você, só que era possível ver como os olhos dele iam longe. Só era difícil saber o quão longe.

A porta então abria revelando o Primogênito Toreador a adentrar a sala em passos lentos. Lafaiete estava com roupas leves, parecia inclusive observando com bastante cuidado que a gola dele estava um pouco amarrotada. Deixando claro como ele viera as pressas. Havia na face dele no entanto uma mistura de expressões diferentes. Deixando claro que não era apenas um sentimento que o guiara até a sua sala dentro do Elísio. Assim, formal como sempre, ele fazia uma mesura e respondia de forma absolutamente educada.

- Boa noite Senhores e Senhorita. Peço permissão para sentar caro Hadrien.

Com sua permissão ele sentava na poltrona a frente do sofá onde estava o senhor e a prole francesa. A jovem parecia dominar o braço de Jean como se fosse só dela agora e ninguém iria tirá-lo dali. Já o ancião apenas focava no Toreador de origens algeriana. Havia um tom de tristeza suave escondido por de trás do sorriso dele. Só que educadamente esperava o próprio rapaz começar a falar. A voz dele vinha de forma hesitante e talvez até um pouco nervosa. Algo que você nunca vira vindo dele.

- E-encantado em revê-lo Senhor Vannier.

Michel Fouquet Lafaiete:
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:32 pm

As cores me conduziam sem pressa ou medo pelas notas a serem seguidas, uma aquarela sempre única que se formava sob meus olhos mesmo que fechados, sem pressa eu fazia com que a música ecoasse sem medo, algo que fazia meu coração pulsar de alegria, já que isso trazia consigo a imagem bela e carinhosa de meus pais.

Abrir os olhos fez com que meu coração se apertasse, havia uma saudade das figuras de Yana e Gael, uma saudade que agora se fazia presente de forma forte, suspirando meus olhos se voltavam para Jean e Auriane e ali eu sorria, a jovem trazia pequenos suspiros do mais puro e agudo vermelho feliz, abraçada ao braço de Jean ela tinha todo o direito de estar. Já o cheiro suave de mirtilio me fez suspirar, já não havia o fascínio, mas sim a entrega a um sentimento reparador, algo que se aproximava do mais belo elogio que eu já recebera.

“Lady Lisette, a senhora faz falta para muitos, para essa cidade e cainitas.”

Levantando-me para agradecer as palavras de Aurianne, a chegada de Michel me interrompia, sem demoras era minha vez de fazer uma pequena e educada mensura ao toreador recém-chegado, apresentando a poltrona para o mesmo eu sorria de maneira educada ao perguntar.

– Boa noite senhor Lafaiete. Você gostaria de alguma coisa? Caso contrário peço permissão para me retirar e deixá-los mais à vontade.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:33 pm

Michel olhava na sua direção com um olhar tranquilo. Fazia então aquele educado sorriso dele. Era sempre um homem de alta etiqueta e conseguia suavizar a face de nervosismo que era escondida por aquela delicada máscara. Ele então suavemente balançava a cabeça enquanto sentava, cruzando as pernas lentamente. Assim, com aquela voz suavemente em lavanda, ele te respondia com aquele típico sorriso dele.

- Não necessito de nada em específico, obrigado por perguntar. Como assim desejar então.

Assim o mesmo concordava com a sua retirada. Levando os próprios olhos na direção do ancião, o brilho deles era agora uma mistura de cheiros, impossível de distinguir. O homem de origens africanas inspirava fundo enquanto esperava a reação de Jean. O francês no entanto olhava para você por um momento. Ficava em silêncio por alguns segundos, claramente pensando.Para então finalmente sorrir e olhar para a prole. Terminando a fala dele em você novamente.

- Pois muito bem. Encontrarei vocês dois mais tarde. Poderia ir com o Senhor Hadrien por favor querida? Cuide bem dela.

A fala final de Jean-Michel era bastante azulada. Assim ela te deva a deixa para se retirar daquele cômodo. Auriane demorava para largar o Senhor, só que logo concordava e se levantava para rapidamente cruzar mãos com você. Assim ela se virava ao ancião e educadamente respondia antes de se virar.

- Claro Senhor.

A jovem rapidamente te acompanhava para a porta dos fundos daquela sala. Levando você para a sua pequena e mais particular sala de estar. Esta sala dava diretamente na porta aberta de se quarto, era deveras um aposento mais íntimo seu. Auriane parecia notar isso e se mostrava corar em cheiro de morangos. Ela então esperava você indicar um lugar para sentar enquanto já era possível escutar que uma conversa havia se iniciado na outra sala em cores quase invisíveis.

Após sua deixa e finalmente vocês se situarem naquele quarto seus olhos batiam contra o relógio. Estava faltando apenas cinco minutos para a reunião com Rachelle Chéreau. Reunião essa que ocorreria na sala que agora estava o grande ancião prole de Renata di Medici. Claramente você tinha perdido a noção do tempo enquanto tocava sua última canção. O que te deixava ligeiramente preocupado, ainda mais pelo fato de ter sido incumbido a você a tarefa de cuidar de Auriane. A jovem sequer notava sua expressão mais preocupada e começava a falar de forma bem franca olhando sorridente para você.

- Desculpa por toda essa entrada que fizemos. Meu Senhor é bastante intenso quando quer. Mas essa noite ele está muito estranho. Como se fosse algo maior que o luto dele. Me deixa bastante preocupada, sabe?

Quarto de Hadrien:

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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:34 pm

A educação única de Michel me fazia sorrir de maneira amena, afinal em todos nossos encontros havíamos trocados palavras respeitosas e educadas, ali ao fazer meu papel não seria diferente, mesmo que por de baixo daquela calmaria toda existisse uma verdadeira tempestade de cores ansiosas.

Voltando meus olhos para a permissão de Jean, um misto de curiosidade e exitação tomavam minha atenção, o cheiro carregados de inúmeros significados sobrecarregavam minha visão, algo que fazia até mesmo Michel se endireitar na cadeira.

– Prometo que farei meu melhor para cuidar dela.

Comentava ao estender o braço na direção de Aurianne em um convite silencioso para que esta me acompanhasse, sorrindo para a mesma era com uma breve mensura que me despedia dos dois toreadores para ir cuidar da jovem ao meu lado.

“Eles precisam de um pouco de privacidade, não é um reencontro fácil para nenhum dos dois. “

Seguindo para minha sala e quarto particular, eu sorria de forma acanhada ao correr para fechar a porta de meu quarto e então oferecer o sofá a Aurianne, ainda acanhado eu comentava de leve em um pedido de desculpas.

– Desculpe, eu quase não uso esse quarto, mas as vezes Margot me puxa as orelhas reclamando que está perto demais do amanhecer para caminhar até minha casa. Ela faz muito bem isso eu deveria dizer.

Voltando meus olhos para o relógio eu suspirava ao ver quanto o tempo havia corrido, ainda assim minha atenção se voltava para Aurianne enquanto do outro lado as cores se desfaziam sem que pudesse ve-las.

– Não peça desculpas, não podemos imaginar o real peso que se passa no coração dele. Quanto a sua preocupação, posso ver como você gosta dele, é encantador ver esse sentimento genuíno.

Olhando novamente para o relógio eu suspirava o ter que tomar uma decisão, ainda tinha afazeres a cumprir e seria descortês de minha parte deixar que Rachelle adentrasse na sala ocupada, voltando meus olhos para Aurianne eu sorria de maneira calma ao falar.

– Eu tenho uma pequena reunião com a primogênita Ventrue, mas prometi que cuidaria de você, por isso, que tal eu lhe deixar na companhia que mais confio e que me puxara as orelhas sem medo enquanto resolvo essa questão? Tenho certeza que você amará Margot, minha querida e inestimável vassala.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:34 pm

Auriane dava uma curta risadinha abafada com a mão quando você fechava a porta de seu quarto. Em seguida ela com um delicado sorriso na face concordava com seu convite e sentava na poltrona. Ali a francesa ficava mais a vontade, sem cruzar as pernas e se encostando com uma postura menos polida. Ela ficava por um tempo observando o interior da sala, mas logo os olhos dela se viram contra os seus e ela brevemente te respondia.

- Conheço muitas damas como sua Margot, você não tem ideia de como é em minha casa...

Ela dava uma risadinha divertida depois da própria fala, para então prosseguir a conversa. Seu comentário seguinte a fazia por um curto instante arregalar os olhos, só que logo se mantendo estática de novo. Auriane dava uma curta pausa como se estivesse a refletir. Então suspirava em uma cor fraca misturada de um pouco de cinza com um pouco de azul. Em seguida ela te respondia lentamente.

- Sim... Eu gosto do meu Senhor, ele é um homem bom, mesmo sendo tão... Tão... Intenso. Porém fico feliz em ver ele abrindo o coração dele, mesmo que seja num lugar de luto.

A moça terminava sua fala com um sorriso na face, se sentindo um pouco mais confiante, cruzando as pernas em seguida. Assim ela observava seu movimento de olhar as horas e fazia uma expressão de compreender o que ocorreria. Logo, de imediato a cainita se levantava quando você explicava a situação para ela, se aproximando de você lentamente.

- Certo, será um prazer conhecer sua vassala.

Auriane estava pronta para se despedir de ti com uma curta reverência, porém ela sequer terminava o movimento. Pois a porta dos fundos brevemente abria com um vento vindo da janela. Fazendo uma neblina com cheiro de algodão começar a entrar na sala. A luz interna daquele cômodo estava acesa, era o seu banheiro privado. Ao qual Margot nunca chegou a usar. O som grave logo ia adentrando a sala toda. O chuveiro claramente estava ligado.

- É ela que está tomando banho?

Apenas um instante após o comentário de Auriane a cor da água caindo parava. A mulher não se mostrava surpresa enquanto lhe fazia a pergunta de forma bem trivial. Mesmo você sabendo que aquilo estava totalmente fora do normal.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:34 pm

O riso suave de Auriane me fez rir também, afinal eu quase não usava aquele lugar e muito menos tinha costume de levar outros cainitas ali, feliz por vê-la se sentar mais à vontade, eu cruzava a sala sem pressa ou objetivo definido apenas para me sentar e concordar com as palavras da mesma.

– Eu já estive algumas vezes na corte francesa, e bem Margot veio de lá, mas cada casa é única não é mesmo?!

Observar o suspiro cinzento e azulado de Auriane me fazia suspirar também, era claro que Jean havia se deixado levar pelos sentimentos, mas até onde ele os havia mergulhado no fundo de seu coração?

“Como eu reagiria a essa situação?! Essa dor toda... Como ele conseguiu sobreviver a isso?!”

Satisfeito com o entendimento de Auriane sobre meus deveres, levantando-me apenas para ouvir o chuveiro de meu quarto ser ligado, eu a encarava curioso diante de sua questão levantada. Já que conhecia bem Margot para saber que ela não o faria, pelo menos não antes de me perguntar ou avisar, algo que a francesa amava fazer era dar avisos de coisas que faria com ou sem minha permissão.

– Essa pergunta é muito perminente, tenha certeza disso. Façamos assim, você fica aqui e eu vou verificar como está Margot. É de estrema descortesia de minha parte deixa-la sozinha a espera dela.

Comentava ao sorrir de maneira calma para Auriane, mesmo que em meus pensamentos uma bagunça de cores se fizesse perguntando quem estava em meu banheiro.

“Só espero que não coloque a água no agudo!”

Pensava ao me retirar o mais rápido possível para meus aposentos, não esquecendo de encostar a porta que separava a sala do quarto é claro.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:35 pm

Auriene concordava com a cabeça, obediente com sua atitude. Assim ela ficava a sentar no sofá de forma relaxada indo em busca novamente de seu próprio celular, para assim começar a digitar rapidamente nele. Você então prosseguia ao interior de seu quarto delicadamente fechando a porta atrás de você. Apenas a luz do banheiro iluminava o aposento e era mais nítido agora o som grave que vinha da água quente. A neblina ia tomando conta de você na medida que se aproximava do banheiro finalmente.

O chuveiro parava e em curtas ações rápidas quem estava lá dentro aparentava pelas coras borradas a se movimentar aceleradamente provavelmente por já ter notado a sua presença. Então quando você finalmente abria lentamente a porta podia ver ali dentro uma mulher vestida em um belo roupão de seda. Deveras não era a Margot. A moça então olhava na sua direção com um delicado sorriso um pouco difícil de desvendar. Era a própria Primogênita Ventrue! Com uma voz suave em cores claras ela fazia uma pequena reverência antes de falar.

- Boa noite Senhor Decoster. Fico bastante agradecida em seu convite para eu tomar banho em seu quarto. Deveras seu chuveiro é muito bom, me sinto rejuvenescida.

A voz dela seguia uma doce etiqueta francesa com aquele sotaque em cores bem parisiense que não tinha como esconder, afinal ela não usava o inglês para se comunicar contigo. A cainita no entanto parecia não saber como agir com sua presença na porta do banheiro. Provavelmente ela esperava conseguir se vestir antes de conversar com sua pessoa. Só que ao mesmo tempo aquele estranho olhar dela permanecia em sua direção. Não trazia arrepios nem cheiro forte vindo dos olhos negros dela. Havia apenas uma lacuna a ser compreendida ainda. Então a francesa prosseguia falando, agora em um tom mais hesitante.

- Obrigada também pelo roupão. Bem bonito...

Rachelle Chéreau:
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:35 pm

Feliz por ver que Auriane esperaria entretida com seu celular, era com calma e cuidado que eu andava até a porta de meu quarto, ali tomando o cuidado de fecha-la ao passar, o caminho até o banheiro se fazia de maneira rápida e calma, embora curiosa já que o padrão de cores não se parecia em nada com os de Margot.

Os movimentos rápidos me deixavam ainda mais curioso, algo que me surpreendia ao ponto de roubar minhas palavras, ali entre a nevoa quente e vestida em um belo roupão, estava Rachelle, seu sorriso misterioso e som colorido de sua voz me faziam suspirar.

“Com certeza não é a Margot.”

Ainda parado a entrada do banheiro, meu corpo deixava-se levar pela beleza de Rachelle, porém quando suas palavras falavam do roupão meus lábios murmuravam sem medo algo que se passava pela minha mente.

– Não tanto quanto você.

Sentindo minha mente voltar a trabalhar uma pequena onda de pânico tomava conta do meu corpo, coçando a garganta eu respirava fundo tentando dar meu melhor sorriso educado.

– Quer dizer, eu fico feliz que você esteja se sentindo melhor. Se me permitir irei tomar conta de um pequeno assunto enquanto você termina com calma seu banho. Fique a vontade sim e se precisar de algo por favor me avise.

Fechando a porta com delicadeza eu respirava fundo ao me apoiar na porta e controlar as cores que rodavam em volta de meus olhos.

“LORENA! Deus eu vou arrancar suas pétalas!”

Retirando o celular do bolso eu digitava uma breve mensagem a Margot, algo que a faria puxar minhas orelhas como sempre, já que a mesma sempre preferia quando eu ligava e conversava com a mesma.

Mensagem escreveu: Margot, me encontre na sala de ensaios, preciso que você me ajude com um pequeno contratempo.
PS: Puxe minhas orelhas depois.
Te Adoro, Hadi.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Ter Ago 14, 2018 11:35 pm

Rachel parava de observar cada centímetro de suas reações com uma leveza sutil e ao mesmo tempo profunda, mas não invasiva. Os grandes com cheiro de mel dela focavam intensamente em todas as suas feições faciais. Era possível sentir claramente que ela não deixava seus surpresa passar desapercebida. Um belo sorriso ia desenhando na face dela. Porém este se rompia em uma pequena surpresa com seu singelo comentário. Isso tirava ela rapidamente da postura relaxada a deixando por um instante um pouco sem jeito tanto quanto você. Ali ela só soltava um curto som.

- Ora...

Ela parecia sorrir no meio da fala e então inspirava profundamente voltando a postura anterior. Mais uma vez mergulhando aqueles olhos de colmeia dentro de você. Ela concordava com suas palavras permanecendo com aquela face amena e sorridente dela. Só que era possível sentir uma curta desaprovação dela com sua atitude de começar a sair do quarto. Só que ao pensar em palavras para dizer, ela apenas concordava com um semblante mais triste e falava com aquela suave etiqueta dela.

- Mas é claro Senhor Decoster. Terminarei de me arrumar com calma então. Espero que seus contra-tempos não sejam muito demorados...

A Ventrue então se virava indo na direção da toalha que ia a colocar envolvendo seus belos cabelos com cheiro de trigo, fazia com uma rápida destreza trazendo para sua boca o sabor de jasmim que vinha do perfume. Assim te dava espaço para adentrar novamente em sua ante-sala. Lá estava a jovem francesa sentada no mesmo lugar em uma forma de postura elegante apenas um pouco relaxada mexendo em seu próprio celular. Ao notar sua presença ela já guardava o aparelho e se levantava se direcionando na tua direção. Assim com palavras educadas ela começava a falar.

- Está tudo certo com o Senhor? Vou finalmente conhecer sua queria Margot?

Enquanto ela falava os teus ágeis dedos já digitavam uma mensagem para Margot. Como uma mulher antiga, sua vassala aprovava apenas mensagens em carta com boa caligrafia, assim era claro que ela ficaria zangada, só que era necessário. O impressionante no entanto era o som do vibrador do celular tremendo no instante que você estava a colocá-lo em seu bolso novamente. A francesa já vinha se aproximando de ti devagar enquanto a mensagem era lida rapidamente por teus olhos.

Mensagem da Margot:
O QUE VOCÊ FEZ?!
Estarei na sala de ensaios em cinco minutos!
Ai de você...
Te adoro, Margot.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Ter Ago 14, 2018 11:35 pm

Os grandes favos de mel que ocupavam o lugar dos olhos de Rachel arrancavam um suspiro agudo de meus lábios, ainda mais quando os mesmo favos me estudavam sem medo e com segurança, porém sua pequena reação me deixava ansioso, ainda mais com sua clara desaprovação em meus movimentos.

“Ok, talvez eu não arranque todas as pétalas daquela rosa.”

Parando meus movimentos, era com um pouco de coragem e ousadia que minha mão tocava em seu pulso com cuidado e agudeza.

– Não me chame assim, por favor...

Deixando que minha mão tocasse de leve sobre o campo de trigo quente que eram os cabelos de Rachel eu sorria, me permitindo sentir aquele adocicado gosto de jasmins em meus lábios.

Balançando de leve a cabeça, meu corpo estremecia ao sentir uma nova onda de urgência se abater em minha mente, tomando o cuidado de beijar a mão de Rachel, meus movimentos de retirada eram entre cortados por um suspirar.

Já do lado de fora do banheiro um riso ansioso e quente escapava de meu corpo, algo que me fazia respirar profundamente ao ver a mensagem de Margot chegar em meu celular, fechando os olhos para isso era com rapidez que me apresentava a Auriane.

– Esta sim minha querida, apenas uma noite mais movimentada do que o comum.

Comentava ao me aproximar de Auriane e lhe oferecer o braço de maneira educada.

– Você vai conhece-la nas salas de ensaios, e acredite do modo como vejo vocês duas amigas, ela vai amar lhe mostrar as partituras que ela está criando.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Qui Ago 16, 2018 5:35 pm

Rachelle não escondia o sorriso após seu delicado beijo. Mesmo depois dela se virar e voltar ao banheiro, aquela imagem prosseguia em sua mente em um delicioso aroma. Era com aquela recente e bela lembrança que você revia os olhos de Auriene brevemente curiosos com suas ações. Assim ela olhava para a porta de seu quarto agora fechada e então fazia uma cara um pouco confusa. Isso ocorria por ela acreditar que vocês esperariam a Margot sair do quarto em breve. Já que ela ainda achava que sua tutora que estava lá dentro.

Só que a jovem não questionava sua ação. Fazia sentido dar privacidade para a mulher e se encontrar num aposento adequado, afinal muitas regras de etiqueta apontariam para tal. A francesa claramente estava acostumada a inúmeros protocolos diferentes e assim andava do seu lado sem pestanejar. Aceitava seu braço para andar ao teu lado quando foi oferecido, trazendo aquele tom agudo da pele dela que ia lentamente ficando grave na medida que vocês andavam para fora do quarto atravessando o corredor e entrando no elevador.

Não levava mais de dois minutos após descer alguns andares para se direcionar até a sala de ensaios em um canto mais reservado do próprio elísio. Era uma sala bem arejada com uma arquitetura mais moderna afinal fazia parte da última reforma daquele belo prédio. A porta estava entre-aberta e ao adentrar era possível já ver a sua tutora no meio da sala de braços cruzados. Ela batia o pé direito no chão sem fazer cor alguma. Era a típica pose que Margot fazia quando não sabia o quão brava deveria ficar. Assim ela fazia a mesura pomposa típica dela, que não importava as condições, ela sempre fazia, para assim aquela voz em cores intensas chegarem aos seus ouvidos fortemente.

- Vamos menino! Desembucha, o que diabos você fez?

Neste momento os olhos dela desviavam para o lado e ela fazia uma curta expressão de susto. Para imediatamente mudar a face para um bem praticado sorriso delicado e mais uma vez fazer uma mesura. Só que agora no estilo Occitano, francês sulista. Logo o tom de voz dela mudava para um tom tão aquarela quanto o som das músicas que ela compunha para você.

- Ora! Senhorita Auriane D'Aboville! É uma honra conhecê-la. Seja bem vinda a cidade. Fico envergonhada por ter de repreender meu aluno na sua frente, afinal ele claramente não tem se comportado.

O sorriso não desaparecia mais da face dela enquanto ela provava já saber quem estava do teu lado. Aquela mulher sabia a hora certa para cada emoção dela e agia conforme a música, como ela mesma gostava de dizer. Auriene estava ainda parada com a cara bem confusa, esta pose ficara des do momento que ela vira a Margot já na sala, até olhara para trás por um instante numa ação impulsiva. Para então abrir a boca suavemente em compreensão e olhar na sua direção com um sorriso que por um milésimo de segundo revelava-se ser malicioso. A jovem aparentava piscar os olhos, só que fizera de forma profundamente rápida, como só uma rosa faria. Para de imediato entrar em formato de apresentação e seguir as etiquetas impostas pela Margot para prosseguir o diálogo.

- Prazer em conhecê-la Margot Cousteau.

Os olhos de sua tutora voltavam para ti após aquela pequena troca de palavras e fazia um tom severo novamente. Aquele que sempre te fazia engolir em seco. Assim com a voz mais autoritária, só que não como de costume, afinal vocês não estava a sós, ela lhe dirigia a palavra.

- Peça desculpas para a Senhorita Auriane D'Aboville pelo vexame que você me obrigou a fazer!

Margot cruzava mais uma vez os braços na espera de sua resposta. Porém logo depois ia desviando os olhos para Auriene novamente e ali ela começava a depositar todo o seu interesse. Sequer esperando uma longa explicação sua além de um pedido de desculpas. Então a jovem francesa começava a falar de forma absurdamente polida e educada.

- Esta tudo bem Senhora Cousteau. A honra é minha em conhecer tal compositora tão dedicada. Estou ansiando desde o momento que cheguei nesta cidade em conhecer a tutora desse artista que fez uma música tão bela aos meus ouvidos. Sua arte não tem preços...

Ali com a clara habilidade de Auriene em lidar com tutores severos ela quebrava totalmente aquela postura mandona de sua tutora como poucos eram capazes de fazer. Até hoje só seus pais possuíam essa habilidade. Só que a francesa mostrava mais uma vez as próprias capacidades e rapidamente olhava para você mais uma vez e fazia aquela piscadela de olho tão rápida que parecia que sequer tivesse ocorrido. Em seguida a voz agora totalmente amável da Margot podia ser ouvida com ela totalmente sem graça e ficando avermelhada, bem avermelhada.

- Não diga isso querida. Assim eu fico toda sem graça...

Sala de Ensaios:
Margot Cousteau:
Aparência:
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Jess.Sens em Sex Ago 17, 2018 7:16 pm

O sorriso de Rachelle ecoava em minha breve memoria, por isso eu sorria de maneira suave ao ver a certa curiosidade de Auriane, embora é claro não pudesse negar que a jovem estava certa em estar confusa, afinal não era Margot a tomar banho em meu quarto.

Seu toque agudo que aos poucos ganhava contorno graves de Auriane me fez sorrir, não havia sabores ou cores ali, apenas o agudo e o grave algo que me deixava curioso, mas a boa educação não me permitia questionar.

“ Apesar de todos esses anos, não fui capaz de encontrar pessoas com os mesmos padrões de toques. Curioso.”

Andando com calma até a sala de ensaio, eu estremecia ao ver o bater de pés de Margot, sem cores como ela o adorava fazer apenas para me deixar mais nervoso com o puxão de orelha, este é claro não tardava a acontecer.

Respirando profundamente, meus olhos se voltavam para Auriane, suas reações claramente me provavam que ela havia entendido algo a mais do pequeno acontecido em meu quarto, o que fazia a vontade de puxar as orelhas de Lorena voltar a crescer, porém a jovem rosa demonstrava ter uma habilidade única de quebrar a postura de Margot, algo que me fazia rir com suavidade.

– Eu não aprontei nada, apenas tenho um compromisso e dei minha palavra que manteria Auriane em boas companhias. Além do mais Goh você é a única em quem eu confio plenamente para continuar com esta tarefa.

Comentava ao delicadamente tomar a mão de Auriane para beija-la, para então me dirigir a Margot e lhe apertar as bochechas como sempre o fazia.

– Além do mais, imaginei que vocês duas se dariam bem, afinal as duas são francesas e você deve sentir falta de sua terra natal.
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Re: Ato II - Hadrien P. Decoster

Mensagem  Arthur Werneck em Sex Ago 24, 2018 2:41 pm

Após aquele belo sorriso brotar em sua Goh, ela se virava para você e forçava escondê-lo.Não fazia com total capacidade, deixando ainda um charme alegre,mesmo com aquele voz mais séria dela tentando ser autoritária. Algo que no fundo ela nunca era, afinal a cor suave da voz dela era clara para seus ouvidos bem treinados. A francesa até colocava a mão na cintura e assim te respondia.

- Se fosse só isso você não diria na sua mensagem para eu não puxar suas orelhas. está me escondendo algo e não tem como tentar me enganar!

Nomeio da fala ela conseguia se converncer a ficar realmente séria e você já podia sentir o puxão de orelha chegando. Porem Auriene dava um delicado passo para frente e começava a falar com um tom de voz cheio de etiquetas formais e ao mesmo tempo bem doca. O que conseguia lentamente desarmar aquela mão na cintura de sua tutora e amiga.

- Meu Senhor está na cidade e em breve ele terá uma reunião com a Rainha a qual nosso querido Hadrien foi convocado. Eu escutei que ele tem mais reuniões hoje, logo deve estar nervoso e bem preocupado. Seja boazinha com ele e me permita recitar alguma música sua, se isso for de seu agrado.

Auriene por um segundo olhava para você e sorria junto de uma piscadela de olhos, mais uma vez naquela incrível velocidade que só você repararia. Assim ela ia lentamente se aproximando de Margot até surpreendentemente pegar o braço dela já num convite para levá-la ao interior da sala onde estava o palco de recital. A sua querida amiga falava enquanto isso para você, já rapidamente perdendo a atenção gradativamente.

- Então o Lorde Vannier está de fato na cidade. Não vou dizer que é totalmente inusitado,mas deveras me surpreende. Certo então Hadi, seja um bom memino e use todos os protocolos que te lecionei nas suas reuniões. E depois eu verei se vou ou não puxar suas orelhas.

Ela mesma dava um sorriso e se virava com a bem treinada francesa para o interior da sala. Fazendo um aceno com a mão te dispensando dali. Estava claro que o humor dela seria fenomenal naquela noite, afinal ela só abandonava protocolos quando estava realmente feliz ou prestes extremamente animada, o que iria terminar a deixando feliz de qualquer forma. Assim lhe dando espaço para voltar a seus assuntos.
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